Alecrim
Salvia rosmarinus
Arbusto mediterrâneo que no Brasil pede sol, vento e quase nada de água no colo.
- Luz
- Sol pleno
- Rega
- Rega espaçada
- Até a colheita
- 90 a 180 dias
- Solo
- Arenoso, pobre a mediano, muito drenado, pH de 6,0 a 7,5; terra pesada apodrece a raiz.
- Ciclo
- Perene · 60 a 120 cm
- Espaçamento
- 50 a 60 cm entre arbustos
O alecrim vira um arbusto de 1 m se o solo drenar e o sol for direto. Folha em agulha, caule que vira madeira e flor azulada que as abelhas encontram de longe. No litoral úmido ele sofre mais do que no planalto seco: o inimigo é a umidade no colo, não o calor. Em vaso, use substrato com areia ou perlita e recipiente que escorra de verdade. Há formas eretas e rasteiras; as duas pedem o mesmo chão seco.
A morte clássica é podridão de raiz por rega de folhosa. Folha palha no meio do ramo, com terra molhada, já é raiz comprometida. Oídio aparece em canto abafado. Poda drástica na madeira velha, sem folha verde abaixo do corte, não rebrota. Geada forte no Sul queima a ponta, mas o lenho costuma salvar o pé se o solo não estiver encharcado.
Muda por estaquia de ramo semilenhoso rende mais que semente. Plante no alto do canteiro, sem enterro fundo do colo. Colha ramos do ano, de 10 a 15 cm, sem rapar o arbusto. A primeira colheita útil sai depois que o pé firmar, em três a seis meses. Regue fundo e espaçado: melhor pecar pela seca do que pela lama.
Luz, água e solo
Sol direto o dia inteiro; sombra deixa o ramo mole e o aroma fraco.
Deixe o substrato secar vários centímetros antes de molhar de novo; no inverno, ainda menos.
Gosta de calor seco e vento; umidade alta e solo lama são o limite no litoral.
Cuidados
- Plante em canteiro alto ou vaso muito drenado.
- Regue pouco, especialmente no inverno.
- Pode só ramo com folha verde abaixo do corte.
- Não adube como se fosse alface.
Dicas de cultivo
- Um punhado de areia grossa no fundo do covacho vale mais do que qualquer adubo.
- Ramo colhido de manhã segura o perfume na tábua e no azeite.
O que costuma atacar
Podridão de raiz por excesso de água, oídio em canto úmido e ponta queimada por geada.