Maracujá
Passiflora edulis
Trepadeira perene de cerca que floresce à tarde e pede polinizador grande para o fruto vingar.
- Luz
- Sol pleno
- Rega
- Rega moderada
- Até a colheita
- 240 a 365 dias
- Solo
- Fundo, drenado e fértil, pH de 5,5 a 6,5; não tolera lama permanente.
- Ciclo
- Perene · rama de 4 a 8 m
- Espaçamento
- 3 m entre plantas, com cerca ou pergolado
O maracujá-azedo é a passiflora da suco e da cerca brasileira. Sobe rápido em arame, pergolado e tela, e em clima quente sem geada entrega o primeiro fruto ainda no primeiro ano. A flor abre no fim da tarde, com corona vistosa, e precisa de mamangava ou de mão firme para o pólen grudento chegar ao estigma. Folha recortada e gavinha marcam a rama. Há amarelo e roxo; o manejo de sol e água é o mesmo.
Flor que cai sem fruto é o drama mais comum em cidade: falta o polinizador grande. Murcha-de-fusarium e podridão do colo aparecem em solo pesado e canteiro repetido. Pulgão e percevejo deformam o fruto novo. Geada queima a rama no Sul; o pé pode rebrotar se o colo sobreviver. Adubo só de nitrogênio dá mata e pouca flor.
Plante muda enxertada ou de semente em cova larga, a 3 m da próxima, com espaldeira pronta no dia. Conduza um ou dois caules e desbrote o excesso. A colheita começa quando o fruto dourar e cair sozinho no chão — o maracujá de suco não se colhe verde na planta. No inverno, uma poda de limpeza na madeira velha renova a florada da estação quente.
Luz, água e solo
Sol pleno na copa; a raiz agradece uma palha que mantenha o colo mais fresco.
Rega regular na formação e na florada; encharque crônico mata o colo.
Tropical e subtropical quente; geada é o limite sul da lavoura caseira.
Cuidados
- Instale a cerca antes de plantar.
- Polinize à mão no fim da tarde se não houver mamangava.
- Não deixe água parada no colo.
- Pode a madeira velha no inverno.
- Colha o fruto caído, não o verde preso.
Dicas de cultivo
- A flor que abre hoje é polinizada hoje: o horário da mamangava e o da sua visita precisam coincidir.
- Um pé por cerca de fundo de quintal já enche a jarra na safra; dois pés se embolam sem poda.
O que costuma atacar
Falta de polinização, fusarium no colo, pulgão e percevejo no fruto novo.